Eis o tempo da poesia excreta,
poesia refúgio, lugar
de choro do poeta.
Escrever é vomitar.
O eu lírico está morto!
O que temos é a dor
de um ser torto
que se diz escritor.
Eis o tempo da poesia excreta,
versos sem intenção.
Ouça o que digo, poeta:
falta-lhe a imaginação!
O eu-lírico não morre, mas se transforma, a morte nada mais é que passagem, um refúgio, um alívio, que seja talvez uma tristeza… Mas quando um eu-lírico se vai, outros aparecem, pois estar morto nesta poesia, pode significar viver pro lirismo eterno das demais.
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